domingo, 25 de maio de 2014

O ensino de novos repertórios comportamentais a crianças com transtornos do espectro autista


Segundo Goulart e Assis (2002), o autismo foi exposto pela primeira vez como Autismo Infantil Precoce por Kanner (1944), que empregou o termo para caracterizar a condição clínica de um grupo de 11 crianças que apresentavam limitações no relacionamento com outras pessoas e com objetos, além de desordens no desenvolvimento da linguagem, além de apresentar comportamentos repetitivos e estereotipados, e a maioria, apresentava ecolalia e inversão pronominal. 


Essas crianças tinham problemas em aceitar mudanças de ambiente,além de preferência por objetos inanimados. A denominação autismo se referia aos comportamentos característicos de isolamento e auto estimulação que essas crianças apresentavam.

Kanner observou que os pais de crianças autistas eram, em sua maioria, de classe média alta e demonstravam uma atitude passiva nos cuidados com suas crianças, o que fez com que acreditasse que era o comportamento dos pais que causava a condição autista. Além disso, havia relativa imprecisão (que permanece ainda hoje) quanto às quais fatores, biológicos e/ou psicológicos, seriam responsáveis pelo espectro autista.

Segundo o site Terra*, no Brasil existem cerca de 2 milhões de pessoas com autismo. Dentre várias características do espectro autista (isolamento social, dificuldades de comunicação...) uma das mais difundidas e que mais podem causar manifestações de preconceito ou medo, são os movimentos estereotipados, pois na maioria das vezes estes comportamentos não condizem com o contexto social que a criança está inserida.

Mas como lidar com este fator? Muitos profissionais e pais não sabem lidar com tais comportamentos e muitas vezes utilizam-se da punição para extinção destes comportamentos. Segundo Skinner (2006) a punição não extingue o comportamento, ele não é realizado apenas na presença do agente punidor. Sendo assim torna-se ineficaz para extinguir comportamentos.

Segundo Goulart e Assis (2002) o DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), o DSM-IV-TR (2000) apresenta o autismo (Transtorno Autista) como um Distúrbio Global do Desenvolvimento caracterizado por prejuízos comportamentais que são agrupados em três categorias principais: comprometimento da interação social, comprometimento da comunicação, e padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento.

A lista de critérios diagnósticos para o transtorno apresenta quatro critérios para cada uma dessas categorias. Para receber o diagnóstico de Transtorno Autista, o paciente deve reunir pelo menos 6 dentre os 12 critérios, respondendo ao número mínimo de critérios estabelecido para cada categoria, com início dos sintomas anterior aos três anos de idade.

Essa tentativa de caracterizar as características do espectro autístico é importante, principalmente para os trabalhadores da área de saúde, porém essa sistematização pode limitar o diagnóstico do autismo, principalmente a espera pela a idade de três anos para se fechar um diagnóstico, e homogeneizar os portadores do espectro autista.

Como qualquer indivíduo cada portador do espectro autístico é diferente entre si e cada um tem uma história de vida diferente o que contribui também para manutenção dos comportamentos estereotipados e na aquisição de novos comportamentos.

Segundo Martin e Pear (2009), Ivar Lovaas (1996) junto com outros pesquisadores tem desenvolvido tratamentos comportamentais para crianças autistas, concentrando-se em ensinar comportamentos sociais, desenvolver repertório verbal, tendo como resultado, que 50% das crianças com menos de trinta meses que foram submetidas ao tratamento, puderam frequentar sala de aula referente a sua idade escolar, sendo utilizado em sete das dez províncias no Canadá.

De acordo com Miguel (2005), o departamento de Saúde do Estado de New York concluiu que métodos oriundos da análise do comportamento são essenciais para o tratamento de indivíduos diagnosticados com espectro autista, e a academia nacional de ciências dos EUA concluiu que o maior parte de estudos bem documentados utilizaram métodos comportamentais.

Green (s.a) afirma que Análise do comportamento é uma abordagem científica natural para o entendimento do comportamento e a utilização de métodos analítico-comportamentais para transformar comportamentos antissociais para comportamentos socialmente relevantes produzem resultados de maneira significativa.

Segundo Green (s.a) o uso da Análise Comportamental aplicada para o autismo baseia-se em diversos passos:
1- avaliação inicial;
2- definição de objetivos a serem alcançados;
3- elaboração de programas/procedimentos;
4- ensino intensivo,
5- avaliação do progresso.

O tratamento através da análise do comportamento é constituído, pela experimentação, registro e mudança contínua. A lista de objetivos a serem alcançados é definida pelo profissional, juntamente com a família com base nas habilidades iniciais do indivíduo. Assim, o envolvimento da família e das pessoas que tem participação no cotidiano da criança é fundamental.

Os comportamentos a serem incrementados e comportamentos problema a serem reduzidos são definidos em termos observáveis e medidos cuidadosamente através de observação direta, com verificação independente por observadores secundários. Uma avaliação inicial é conduzida para determinar habilidades que o indivíduo já possui em seu repertório e aquelas que necessita desenvolver sendo analisados em componentes menores e sequenciados de acordo com o desenvolvimento, ou do comportamento simples para o comportamento mais complexo. O intuito é que cada individuo desenvolva habilidades que possam permitir que esse indivíduo seja independente e bem-sucedido dentro do possível a longo prazo.

Uma série de métodos analítico-comportamentais são utilizados para fortalecer habilidades existentes e formar aquelas ainda não desenvolvidas. Isto envolve arranjar para que o portador de espectro autista tenha diversas e repetidas oportunidades para aprender e praticar habilidades durante cada dia, com reforçamento positivo farto. Uma forma de arranjar contingências de aprendizagem consiste de um adulto apresentar uma série de tentativas para a criança, cada uma tendo um sinal ou dica específica ou instrução por parte do adulto apresentando uma conseqüência pelo adulto a depender da criança.

Tais arranjos são chamados tentativas discretas, e são essenciais para desenvolver muitas habilidades importantes em crianças com autismo. Pesquisas relatam que do contrário, as habilidades tendem a não generalizar. Comportamentos não adaptativos (como por exemplo, comportamento estereotipado, auto lesivo, agressão) não são reforçados.

O progresso é medido frequentemente, usando métodos de observação direta, cada comportamento apresentado pela criança é registrado de forma precisa para que seu progresso possa ser avaliado.

Segundo Miguel (2005), o uso de consequências positivas é utilizado inicialmente, entretanto o objetivo é que, com o tempo as consequências naturais produzidas pelo próprio comportamento sejam suficientemente poderosas para manter a criança aprendendo, principalmente no que diz respeito às AVD’s (atividades de vida diária) o que poderá inseri-las de fato no meio social onde vivem, podendo frequentar diversos ambientes sem que haja constrangimentos a família e a própria criança, que acaba sofrendo maior discriminação devido a seus comportamentos considerados antissociais.

Fernanda Cerqueira Bomfim

*http://noticias.terra.com.br/brasil/videos/brasil-tem-cerca-de-2-milhoes-de-criancas-autistas,358054.html


Prancha com símbolos PCS

Descrição de imagem:Visualiza-se uma prancha de comunicação comdezoito símbolos gráficos PCS cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias social (oi, podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer, beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã e suco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso).
É um recurso eletrônico de gravação/reprodução que ajuda a comunicação das pessoas em seu dia-a-dia. Através dele, seu usuário expressa pensamentos, sentimentos e desejos pressionando uma mensagem adequada que está pré-gravada no aparelho. As mensagens são acessadas por teclas sobre as quais são colocadas imagens (fotos, símbolos, figuras) ou palavras, que correspondem ao conteúdo sonoro gravado.
A maioria dos vocalizadores grava as mensagens digitalmente e a capacidade de gravação varia de um aparelho a outro. Encontra-se vocalizadores de apenas uma mensagem enquanto outros podem gravar centenas delas. Outra variável intrínseca a este equipamento é o tempo total de gravação normalmente distribuído entre as teclas de mensagem oferecidas no equipamento.
Em qualquer vocalizador o conteúdo gravado em cada célula é reconhecido através de figuras ou textos aplicados em pranchas de comunicação que ficam sobre as teclas. Quando a tecla de cada figura ou texto é pressionada, sua mensagem pré-gravada é imediatamente reproduzida e com volume ajustável.
VocalizadorVocalizador GoTalk20+Descrição de imagem:Vocalizador retangular com vinte e cinco áreas de mensagens visíveis, onde estão símbolos gráficos. Cada área de mensagem ao ser pressionada emitirá uma mensagem de voz gravada anteriormente. Apresenta alça de transporte e botões de volume e troca de níveis.



Sim. Os recursos de comunicação são confeccionados de forma personalizada. Desta forma, deveremos utilizar imagens que fazem sentido para o usuário e, em se tratando de recursos de comunicação no ambiente escolar, que correspondam às atividades e conteúdos propostos no currículo e atividades educacionais. Além dos símbolos PCS que já se encontram no Boardmaker será possível importar imagens capturadas na internet, em CDs específicos, fotografias digitais ou fotografias escaneadas de catálogos, livros de histórias ou didáticos. Todas as imagens encontradas e utilizadas na produção de materiais educacionais e/ou de comunicação podem ser categorizadas e arquivadas dentro do programa Boardmaker para que possam ser facilmente localizados em outras aplicações. Fazendo isto o professor do AEE complementará e qualificará sua biblioteca de imagens.


Como já mencionado, o Boardmaker permite a construção de materiais que serão impressos e utilizados pelos usuários da CA.
Conhecendo os desafios educacionais que os alunos enfrentam no cotidiano escolar e utilizando-se de muita criatividade, o professor especializado poderá criar os recursos de comunicação e acessibilidade necessários aos seus alunos por meio das várias ferramentas de seu Boardmaker. Abaixo vamos descrever e ilustrar algumas ideias de aplicação deste software.

Atividades educacionais acessíveis: Com o Boardmaker você pode criar várias atividades educacionais para garantir acessibilidade e participação de alunos que utilizam a CA em sala de aula. Lembre-se da importância da interlocução entre o professor do Atendimento Educacional Especializado, que construirá os recursos de acessibilidade, e o professor da sala de aula comum. Sem conhecer o plano de ensino do professor da sala comum, com seus objetivos e atividades previstas, será impossível propor, construir e disponibilizar os recursos de acessibilidade para o aluno.

O professor especializado deverá também ensinar as estratégias de utilização destes recursos para o aluno, seu professor, para os colegas, comunidade escolar e família. Desta forma ajudará a todos a entender e a utilizar estas ferramentas de acessibilidade.
Vejamos alguns exemplos de atividades personalizadas com o Boardmaker:
Atividades escolares:


Descrição das imagens:Três atividades foram construídas para que o usuário da CA possa responder questões apontando os símbolos gráficos PCS. A primeira pede para apontar os animais; a segunda para apontar os vegetais e a terceira para apontar os minerais.
Abaixo de cada questão visualiza-se uma série de símbolos gráficos com imagens representativas dos três reinos da natureza.

Descrição de imagem:Uma atividade de matemática com o tema sobre "igual" e "diferente" foi construída com o Boardmaker.
Utilizando a "escrita com símbolos" está a pergunta: Qual é o igual? Visualiza-se então o símbolo de uma boneca. Abaixo estão três opções de símbolos: "carro", "boneca" e "sorvete". O aluno deverá apontar a resposta correta.
Logo abaixo está a outra pergunta sobre "qual é o diferente?" e visualiza-se o símbolo da "borboleta". Abaixo duas opções de resposta: "vaca" e "borboleta".


Textos com símbolos:
Textos com símbolos são muito interessantes para favorecer e ampliar a aquisição de repertório de símbolos gráficos (usuários de CA), favorecer a relação símbolo e signos e auxiliar na alfabetização de alunos com deficiência intelectual, auxiliar no aprendizado do português escrito para alunos surdos. No Boardmaker a escrita com símbolos é feita com a ferramenta "Simbolar".
Descrição de imagem:Um boneco indica o ícone da ferramenta "Simbolar", conforme ela é representada na área de trabalho do Boardmaker.

Descrição de imagem:O primeiro verso da poesia "Leilão de Jardim", de Cecília Meireles, foi digitada com o recurso "Simbolar" do Boardmaker. Desta forma, cada palavra aparece com a representação simbólica do PCS, acima do texto escrito.
O verso diz: Quem me compra um jardim com flores? Borboletas de várias cores, lavadeiras e passarinhos, ovos verdes e azuis nos ninhos?


Culinária com o Boardmaker:
Fichas de receitas ou receitas completas podem ser descritas com a sequência de símbolos gráficos associados com a escrita. Para confecção destes recursos a ferramenta Simbolar será muito útil.
Descrição de imagem:Um boneco aponta para uma ficha de culinária onde está descrita, com texto e símbolos, a receita de salsicha com molho.

Descrição de imagem:Em sete frases, escritas com texto e símbolos, está uma sequência de atividades que deverão ser feitas para a preparação de um sanduíche de geleia com queijo.


Livros com símbolos
Descrição de imagem:Visualiza-se a página de um livro. A frase escrita foi também representada por símbolos PCS: "Bateu Portas e janelas com força".

Descrição de imagem:Visualiza-se a página de um livro construído pelos alunos. Há a ilustração de um pato. Sobre a ilustração estão colados, em sequência, de cartões de comunicação alternativa com símbolo e texto: "Lá vem o pato, pato aqui, pato acolá. Lá vem o pato para ver o que é que há"?


Livros de atividades
As atividades previstas no currículo escolar, ou que fazem parte do no livro didático impresso, podem ser personalizadas para usuários de CA. Para disponibilizá-las em sala de aula o professor especializado deverá receber, do professor de sala comum, estas atividades, com a antecedência necessária para que ele possa construí-las com o Boardmaker.
Descrição de imagem:Um livro de atividades sobre animais domésticos, selvagens, aquáticos e em extinção foi construído com o Boardmaker. O Livro de Atividades possui uma prancha de símbolos móveis para que o aluno destaque o símbolo e cole, com Velcro, no campo de resposta correspondente.



Pranchas temáticas para interpretação de livros e conteúdos
Pranchas de comunicação temáticas poderão ser construídas para que o aluno usuário da CA possa participar de atividades de interpretação de histórias ou também para que possa perguntar, responder e argumentar sobre os conteúdos estudados e atividades desenvolvidas em sala de aula.
Descrição de imagem:Um livro de história, que fala sobre temas de ecologia, está acompanhado de uma prancha temática, com a qual o usuário da CA poderá apontar ações positivas e negativas relativa à preservação do meio ambiente.

Descrição de imagem:Uma lista de perguntas sobre fenômenos da natureza está relacionada. Para responder estas perguntas o usuário de CA apontará para um dos símbolos gráficos dispostos em uma coluna lateral. Na parte inferior da prancha, há uma sequência horizontal de símbolos que possibilitarão ao aluno fazer perguntas "onde", "como", "por que", "quando" e afirmar "não entendo", "incrível", "mudei de ideia", "quero saber mais".


Calendários personalizados
Nas "pranchas modelo" do Boardmaker você encontrará grades de calendários para serem personalizadas. Basta localizar os símbolos apropriados e colar sobre a o dia em que o evento acontecerá.
Descrição de imagem:Uma folha de calendário do mês de janeiro de 2011 foi personalizada com os símbolos PCS.
Visualiza-se símbolos representativos do verão "guarda sol" e "sorvete", símbolo da "festa de Ano Novo", "viagem", "praia", "chegada da vovó", "aniversário" e "retorno a casa". Os símbolos foram aplicados sobre as datas destes eventos.


Porta-pranchas
Pastas do tipo arquivo, folhas laminadas e encadernadas, porta documentos, pastas do tipo cardápio (pasta dupla ou trifolder) poderão ser "portadores de pranchas".
No Boardmaker, em "Pranchas Modelo" você encontrará uma série de modelos de grades já prontas para a criação destes recursos de comunicação. Economize trabalho e utilize as grades que facilitarão a criação das pranchas.
Descrição de imagem:Carteira do tipo porta documentos com páginas de sacos plásticos onde estão pranchas de comunicação com símbolos de alimentos.
Pasta com sacos plásticos, em tamanho ofício, encadernados em espiral, e cada página há uma prancha temática de símbolos gráficos.

Descrição de imagem:Pastas tipo cardápio, trifolder ou duplas, apresentam modelos de grades com diferentes tamanhos e quantidades de espaços para símbolos.
Visualiza-se também uma pasta dupla onde está uma prancha para escolhas de materiais de artes.


Pranchas para vocalizadores
Nas "pranchas modelo" do Boardmaker você encontrará também grades desenhadas especialmente para utilização em vocalizadores. Se você utiliza um vocalizador procure o arquivo Boardmaker com o nome da "marca/modelo" do equipamento. Esta grade foi projetada para servir exatamente no tamanho e distância das teclas de mensagens.
Descrição de imagem:Uma grade modelo do vocalizador GoTalk9+ foi personalizada com símbolos para comunicação em sala de aula. Depois de montar a prancha basta recortar a colocá-la no vocalizador.
Ao lado visualizamos o vocalizador GoTalk9+ com suas 12 teclas de mensagens aparentes.


Agendas personalizadas com símbolos
Com o Boardmaker você pode criar agendas escolares, atividades da turma e também de ações pessoais da rotina. Para isso, você pode utilizar grades, das mais variadas formas, que se encontram em "pranchas modelos" no arquivo "agendas".
Descrição de imagem:Visualiza-se uma sequência de atividades individuais de um usuário da CA que se chama Paulo. As atividades ilustradas em sequência de símbolos que representam sua rotina matinal desde o acordar, vestir-se, fazer a higiene pessoal, até tomar o café da manhã.

Descrição de imagem:Uma agenda em formato vertical mostra uma sequência de símbolos para a primeira hora da manhã.
Cinco atividades estão representadas em símbolos: tomar banho, comer, escovar os dentes, pegar a mochila, ir para escola de ônibus.

Descrição de imagem:Uma grade para criação de agenda que contemplam a sequência de atividades que serão desenvolvidas na escola.
O primeiro símbolo representa o grupo de alunos. Na sequência horizontal encontram-se espaços em brancos onde serão aplicados, com Velcro, os cartões de comunicação representativos das atividades escolhidas pelo grupo de colegas para serem realizadas naquele dia. No final há um espaço maior onde será colado um envelope. No término de cada tarefa, os cartões serão guardados neste envelope.
Na parte inferior da grade estão os símbolos de CA para serem recortados, laminados e transformados em cartões de CA.

Descrição de imagem:Numa parede de fundo preto foram fixados, com fita adesiva, os cartões de comunicação laminados. A composição da agenda descreve o mês, dia, dia da semana, sensação térmica (calor) e também todas as atividades escolares propostas para este dia.
Além de cartões de comunicação há número em EVA (representado o dia 7) e palavras em feltro, com texto pintado com cola colorida (mês de novembro e dia da semana terça feira).


Sinalizações em vários ambientes
Você pode utilizar o Boardmaker para criar sinalizações dos vários ambientes da escola. Da mesma forma poderão ser criados cartazes com informações ou indicação de regras e orientações.
Descrição de imagem:Cartaz com símbolos móveis para indicações de lugares e atividades realizadas pela turma.
Podemos ler a frase: "Nossa turma está:" ao lado desta frase há um espaço onde será fixado com Velcro o cartão de CA correspondente ao lugar/atividade "no lanche". Na parte inferior do cartaz há outras opções de cartões de mensagens "na biblioteca", "no laboratório", "no parquinho".

Descrição de imagem:Um símbolo com a mensagem "Favor fechar a porta" foi confeccionado para colocar na parte interna da porta da sala de aula.

Descrição de imagem:Uma coleção de símbolos para sinalização da escola foram criados para serem fixados sobre a porta destes ambientes: "sala de aula", "banheiro", "biblioteca", "cozinha", "direção", "informática", "sala de química", "sala de artes", ginásio", "recreio".


Utilização de outras imagens digitais nas produções com o Boardmaker
Você poderá introduzir novas imagens no seu Boardmaker e assim ampliará sua biblioteca de símbolos. As novas imagens poderão ser capturadas na internet, extraídas em banco de imagens, fotografadas com câmera digital ou também escaneadas de materiais impressos. Você poderá arquivar as imagens digitais na biblioteca do Boardmaker o que permitirá sua fácil localização para uso em produções futuras. Abaixo algumas fotos ilustram trabalhos feitos com o Boardmaker que utilizaram imagens capturadas de diversas origens.
Descrição de imagem:Uma prancha de comunicação foi construída com fotografias e apresenta os símbolos "luva", "pantufa", "calça", "cão", "melão", "casaco", "telefone", e "rosa".
Descrição de imagem:
Descrição de imagem:Com fotografias escaneadas de um cardápio foi montada uma prancha de comunicação temática, para comprar o lanche.
Visualizamos as imagens dos sanduíches, copo de refrigerante, salada e embalagem do lanche. Estas mesmas imagens aparecem organizadas numa prancha de comunicação.
Descrição de imagem:
Descrição de imagem:Com fotografias feitas em passeios escolares no parque e no zoológico, foi confeccionado com o Boardmaker o registro dessas atividades. Aparecem as fotografias e a descrição, feita pelo aluno, do que foi realizado.



REFERÊNCIAS

GOULART, Paulo; ASSIS, José Grauben Alves de. Estudos sobre autismo em análise do comportamento: aspectos metodológicos. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva.  2002, Vol IV.

B.F SKINNER. Sobre o Behaviorismo. 10 ed. Editora Cultrix, 2006.

MARTIN, Garry; PEAR, Joseph. Modificação do comportamento. O que é e como fazer. Áreas de Aplicação. Uma visão Geral. Roca, 2009. Cap. 2, pag 23 -24.

MIGUEL, Caio. Análise Aplicada do Comportamento. Disponível em :< https://sites.google.com/site/desvendandooautismo/aba---analise-aplicada-do-comportamento>, Acesso em: 17 de fevereiro de 2012.

GREEN, Gina. Análise Comportamental Aplicada ao Autismo. Acesso em: 17 de fevereiro de 2012.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Tendências Subjacentes À Educação Das Pessoas Com Surdez


A inclusão de pessoas surdas não significa somente adotar a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), ou providenciar um tradutor / intérprete em sua sala de aula. Está muito, além disto, o surdo necessita de um ambiente rico em estímulos que lhe sejam adequados, que provoque modos de pensar e agir, fazendo com que haja a exploração de todas as suas possibilidades e capacidades.
Segundo Damázio (2007), são três as tendências subjacentes à educação de pessoas com surdez: A oralista, a comunicação total e abordagem por meio bilinguismo, que por sua vez apresentam características diferenciadas.
 A Oralista: Busca capacitar o aluno surdo a utilizar a língua local da comunidade por uso da voz e da leitura labial. Esta tendência pode provocar uma dificuldade de relacionamento, discriminação da cultura surda, leva a negação da diferença e pode também ocasionar déficits cognitivos.
A Comunicação total: Considera as características da pessoa com surdez e utiliza toda e qualquer possibilidade de comunicação, visando à melhora das relações sociais. Lança mão da linguagem gestual visual, de textos orais, de textos escritos e interações sociais. O contraponto desta tendência é que ela pode promover ao invés da inclusão, uma segregação por deficiência.
E a abordagem educacional bilíngue, visa capacitar a pessoa surda para utilização de duas línguas (Libras e Língua portuguesa oral e escrita) na rotina escolar e na vida social, em que surdos e ouvintes convivem no mesmo espaço e partilham das mesmas situações de aprendizagem. Damázio (2007).
Para Damázio e Ferreira (2010) enquanto as discussões ficam centradas na aceitação de uma língua ou de outra, as pessoas com surdez não têm o seu potencial individual e coletivo desenvolvido, ficam relegadas a segundo plano, descontextualizadas das relações sociais das quais fazem parte, por conseguinte excluídas.
A surdez é uma deficiência que leva o indivíduo a ter perda total ou parcial da percepção sonora devendo ser verificado também em que momento ela se manifestou, se antes ou após a aquisição da linguagem oral e quais as prováveis causas como também os diferentes graus de perda auditiva, entre outros determinantes (MILANEZ, 2011).
Conforme observado por Damázio (2007) há uma inconstante definição quanto às propostas educacionais do surdo no sistema de ensino. Ora tais propostas estão para sua inserção na escola regular ou classes especiais, ora na escola especial.
As políticas educacionais adotadas pelo sistema de ensino do país para inclusão do surdo nas suas instituições de ensino regular parecem pouco eficazes aos olhos de diversos segmentos da sociedade, inclusive de surdos, que rejeitam as propostas por acreditarem que invés de inclusão o sistema passa a promover ainda mais a exclusão, por não ter em sua rede escolas estruturadas para atender as suas peculiaridades.
As tendências linguísticas difundidas no meio educacional visando prover a inclusão do surdo de forma a promover a sua interação, comunicação com os membros de sua comunidade vão se alternando ao longo da história, para tanto o Decreto 5.626/05 que regulamentou a Lei nº 10436/2002 da Língua Brasileira de Sinais, prevê a organização de turmas bilíngue, constituídas por alunos surdos e ouvintes onde as duas línguas: Libras e Língua Portuguesa são utilizadas no mesmo espaço educacional.
A lei também define que para os alunos com surdez a primeira língua é a Libras e a segunda é a Língua Portuguesa na modalidade escrita, além de orientar para a formação inicial e continuada de professores, formação de intérpretes para a tradução e interpretação de Libras e o ensino bilíngue na escola regular (MEC/SEESP, 2001).
Neste sentido vale refletir sobre à inclusão de pessoas com surdez, observando e valorizando a capacidade do aluno de frequentar e aprender em escolas comuns, buscando sempre novas práticas educacionais na escola comum brasileira. 


Referência Bibliográfica
 BUENO, José Geraldo Silveira. Diversidade, deficiência e educação. Revista Espaço. Rio de Janeiro: INES. nº 12, p. 3-12, julho-dezembro, 1999.

 DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar Inclusiva das Pessoas com Surdez na Escola Comum: Questões Polêmicas e Avanços Contemporâneos. In: II Seminário Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, 2005, Brasília. Anais... Brasília: MEC, SEESP, 2005.  p.108 - 121.
   
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar de Pessoa com Surdez: uma proposta inclusiva. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2005. 117 p. Tese de Doutorado.

 LANE, Harlan. A máscara da benevolência: a comunidade surda amordaçada. São Paulo: Instituto Piaget, 1992.

 MCLAREN, Peter. Multiculturalismo Crítico. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1999.

 MOURA, Maria Cecília. O Surdo: Caminhos para uma Nova Identidade. Rio de Janeiro: Revinter, 2000.

 PIERUCCI, Antonio Flávio. Cilada da Diferença. São Paulo: Editora 34, 1999.

 PERLIN, Gladis T.T. “Identidades Surdas”. IN:SKLIAR, Carlos (Org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.

 SÁ, Nídia Regina Limeira de. Educação de Surdos: a caminho do bilingüismo. Niterói: Eduff, 1999


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Audiodescrição para Deficentes Visuais

O que é audiodescrição?
Audiodescrição é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais ( peças de teatro, programas de tv, exposições, mostras, músicas, óperas, desfiles, espetáculos de dança), turísticos ( passeios, visitas), esportivos (jogos, lutas, e competições), acadêmicos( palestras, seminários, congressos, aulas, feiras de ciências, experimentos científicos , histórias) e outros, por meio de informação sonora. Transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar. Além das pessoas com deficiência visual, a audiodescrição amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e disléxicos.
O recurso consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.
A audiodescrição permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga.
A audiodescrição trás a formalidade para algo que era anteriormente feito informalmente, graças à sensibilidade e à boa vontade de alguns. Isso acontece e acontecia quando as pessoas com deficiência visuais mais curiosas começavam a fazer perguntas, tirar dúvidas, durante o filme, peças de teatro e outros tipos de espetáculo. Entretanto, nem todas as pessoas que os acompanham estão preparadas para prestar esse tipo de serviço, é, além disso, essas pessoas querem assistir o filme ou o espetáculo e, ter que dar informações adicionais, pode fazer com que a pessoa perca o fio da meada, deixe de entender determinadas coisas e cenas.
As descrições acontecem nos espaços entre os diálogos e nas pausas entre as informações sonoras do filme ou espetáculo, nunca se sobrepondo ao conteúdo sonoro relevante, de forma que a informação audiodescrita se harmoniza com os sons do filme.
Os audiodescritores precisam de um curso de formação específico sobre o recurso que contemple informações sobre a deficiência visual, definição, histórico e princípios da audiodescrição, noções de sumarização, conhecimentos sobre recursos técnicos, locução e, principalmente, atividades práticas. Precisam, também, assistir e ter informações sobre os espetáculos e eventos que serão audiodescritos, antes de fazer a audiodescrição, para se familiarizar com o tema, personagens, figurino, vocabulário específico, autor e cenários. Outro aspecto importante é a elaboração do roteiro para audiodescrição com tudo que será inserido entre os diálogos, que, no teatro, costumam ser aprovados pelo diretor da peça, o qual se verifica coerência e fidelidade ao tema e linguagem da obra.

Vídeo do programa Chaves: http://www.youtube.com/watch?v=JaWNjlexO1o
Vídeo do Planeta Terra


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Jogos e Brincadeiras


JOGOS E BRINCADEIRAS

 
             Os jogos e brincadeiras favorecem no desenvolvimento dos alunos com deficiência intelectual e é um valioso instrumento educacional, e bem direcionado contribuíra de maneira positiva, no processo ensino aprendizagem.

            O jogo quebra- cabeça promove na criança a interação, concentração e participação. É uma atividade que pode ser trabalhada individual e em grupo. A criança aprende brincando, essa brincadeira é muito significativa, pois o professor trabalha como mediador. Segundo Vygotsky (1984), a criança quando brinca desenvolve funções que estão em processo de amadurecimento a um nível de desenvolvimento real.    


“Se uma criança não pode aprender da maneira que é ensinada, é melhor ensiná-la da maneira que ela pode aprender.” (Marion Welchamam).








 

                                     

 


 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Tecnologia Assistiva

Um texto de Romeu Kazumi Sassaki, escrito em 1996:
ASSISTIVE TECHNOLOGY
Lendo artigos sobre equipamentos, aparelhos, adaptações e dispositivos técnicos para pessoas com deficiências, publicados em inglês, ou vendo vídeos sobre este assunto produzidos em inglês, encontramos cada vez mais freqüentemente o termo assistive technology. 
No contexto de uma publicação ou de um vídeo, é fácil entender o que esse termo significa. Seria a tecnologia destinada a dar suporte (mecânico, elétrico, eletrônico, computadorizado etc.) a pessoas com deficiência física, visual, auditiva, mental ou múltipla. Esses suportes, então, podem ser uma cadeira de rodas de todos os tipos, uma prótese, uma órtese, uma série infindável de adaptações, aparelhos e equipamentos nas mais diversas áreas de necessidade pessoal (comunicação, alimentação, mobilidade, transporte, educação, lazer, esporte, trabalho e outras). No CD-ROM intitulado Abledata, já estão catalogados cerca de 19.000 produtos tecnológicos à disposição de pessoas com deficiência e esse número cresce a cada ano.
Mas como traduzir assistive technology para o português? Proponho que esse termo seja traduzido como tecnologia assistiva pelas seguintes razões:
Em primeiro lugar, a palavra assistiva não existe, ainda, nos dicionários da língua portuguesa. Mas também a palavra assistive não existe nos dicionários da língua inglesa. Tanto em português como em inglês, trata-se de uma palavra que vai surgindo aos poucos no universo vocabular técnico e/ou popular. É, pois, um fenômeno rotineiro nas línguas vivas.
Assistiva (que significa alguma coisa "que assiste, ajuda, auxilia") segue a mesma formação das palavras com o sufixo "tiva", já incorporadas ao léxico português. Apresento algumas dessas palavras e seus respectivos vocábulos na língua inglesa (onde eles também já estão incorporados). Foram escolhidas palavras que se iniciam com a letra a, só para servirem como exemplos.
associativa - associative adotiva - adoptive
adutiva - adductiveafetiva - affective
acusativa - accusative adjetiva - adjective
aquisitiva - aquisitive agregativa - aggregative
ativa - active assertiva - assertive
adaptativa - adaptive aplicativa - applicative
Nestes tempos em que o movimento de vida independente vem crescendo rapidamente em todas as partes do mundo, o tema tecnologia assistiva insere-se obrigatoriamente nas conversas, nos debates e na literatura. Urge, portanto, que haja uma certa uniformidade na terminologia adotada, por exemplo com referência à confecção/fabricação de ajudas técnicas e à prestação de serviços de intervenção tecnológica junto a pessoas com deficiência.

Fonte: http://www.assistiva.com.br/tassistiva.html

As adaptações da tecnologia assitiva ocorrem para além do âmbito escolar da criança, ela contribui para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais das pessoas com deficiência, promovendo uma vida mais independente. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Plano de AEE


Plano de AEE

A.    Identificação

Educando: CAH

Idade: 16 Anos                 Série: 6º ano                    Turma: A

Unidade Educacional: Escola Municipal Professor Oscarino Caetano de Rezende – Nerópolis-Go

B.    Plano de AEE

1.    Objetivos:

·         Desenvolver a capacidade de atenção e concentração do aluno,

·         Estimular o aluno a superar as dificuldades relacionadas à fala e a coordenação motora e

·         Promover a integração e a participação em todas as atividades promovidas pela escola.

2.    Organização do atendimento

·         Período de atendimento: agosto a dezembro de 2013

·         Frequência: duas vezes por semana (segunda e quarta-feira das 13h às 14h)

·         Tempo de atendimento: 1 hora

·         Composição do atendimento: (x) individual (x) coletivo

3.    Atividades a serem desenvolvidas no atendimento ao educando.

·         Utilizar figuras para o desenvolvimento da atenção, memorização, raciocínio e concentração,

·         Trabalhar com jogos diversos quebra cabeça de palavra, alfabeto móvel,

·         Trabalhar com massa de modelagem, pintura, recorte e colagens.

4.    Adequação de materiais que precisam ser adquiridos

Engrossador de lápis, de colher e garfo, tesoura adaptada e ponteira para teclado.

5.    Tipos de parcerias para o aprimoramento e da produção de materiais:

·         Encaminhamento para o CRER e CAPS,

·         Buscar atendimento médico, fisioterapeuta e dentista.

6.    Profissionais da escola que receberão orientação do professor de AEE sobre  serviços e recursos oferecidos ao aluno:

·         Professor regente,

·         Professor de apoio,

·         Colegas de turma,

·         Diretor e demais funcionários da escola e

·         Família.

7.    Avaliação de resultados

Durante a execução das atividades sempre que possível enfatizar cada progresso observado e também as dificuldades que o aluno encontrou ao realizar as atividades propostas. É necessário também enfocar às limitações individuais de alguns alunos, a partir daí, realizar mudanças para o próximo plano de ação.